YDreams cria camisola que muda de cor

Projecto «Eyeinvisible» da YDreams foi realizado em parceria com três empresas portuguesasUma camisola que muda de cor, um papel onde surgem desenhos, são algumas das aplicações da tecnologia «Eyeinvisible» desenvolvida pela empresa Ydreams.

Este projecto foi uma iniciativa de investigação e desenvolvimento, liderada pela Ydreams em parceria com alguma indústria portuguesa e com equipas de investigação da Universidade Nova de Lisboa, de novos produtos interactivos não convencionais, como papel, têxteis e quadros.

Materiais tornam-se interactivos

Segundo Inês Henriques, líder do projecto «invisible networks», «esses materiais tornam-se interactivos, há imagens que estão escondidas e que podem aparecer e desaparecer através da interacção com o utilizador».

E acrescentou que «isso acontece através de novos materiais electrocrónicos que têm essa capacidade através de uma pequena voltagem».

Esta tecnologia é completamente nova e diferente do que estamos habituados a ver como salienta a investigadora. «É radicalmente diferente dos computacionais, baseados em computação, é baseado em reacções químicas e não nos sistemas mais complexos de computação».

Na prática, esta tecnologia permite tratar, a nível químico, uma variada quantidade de diferentes materiais, de maneira que se torne visível, informação gráfica, cor ou texto, que não era visível, tornado assim esses materiais interactivos.

Tecnologia tem «gigantescas» aplicações

A líder do projecto considera «gigantescas» as aplicações possíveis para esta tecnologia, «desde todos o produtos baseados na publicidade, outdoors, bilboards, até às folhas de papel que hoje em dia usamos para imprimir, blocos de notas, livros, jornais e revistas, podemos pensar em aplicações dentro desse tipo de meio de comunicação com interactividade».

O projecto «Eyeinvisible» foi realizado em parceria com três empresas portuguesas, a Renova na área do papel, a Filobranca na área do têxtil e a Bi-silque, líder mundial na produção de quadros brancos para casa e escritório.

Inês Henriques anunciou que «a Ydreams também lançou uma nova iniciativa chamada invisible networks e estabeleceu uma associação para o futuro, para desenvolver novas tecnologias, também no domínio da interactividade, com mais empresas».

E deu como exemplo das novas associações a BA Glass, na área do vidro, a Amorim, na cortiça, a Portucel, no papel, a Sonae Indústria na dos laminados e a Metoxid (grupo Cuf), entre outras.

Para este nova iniciativa, a Ydreams continua a trabalhar em estreita colaboração com grupos de investigação da Universidade Nova de Lisboa e com a Universidade do Minho.

A líder do projecto espera que em 2010 já haja protótipos disponíveis, dando como exemplos um chão de cortiça que reaja ao ser pisado, mudando de cor ou apresentando uma mensagem, camisas interactivas e diversas outra aplicações.

O prazo para novos produtos, baseados nesta tecnologia, no mercado é de dois a três anos.

Efeito Peltier

Suponhamos um par termoelétrico formado por dois metais de naturezas diferentes, a e b, ligados a um gerador G de-modo a formar um circuito fechado (fig. 157). A experiência mostra que, quando passa corrente pelo par, a junção dos metais sofre aumento de temperatura quando a corrente passa num certo sentido, e diminuição de temperatura, quando a corrente passa em sentido oposto. Esse fenómeno é chamado efeito Peltier.

circuito fechado efeito Peltier
efeito Peltier

O sentido em que a corrente deve passar para produzir aumento de temperatura na junção depende do par considerado. Assim, num par formado por uma barra de bismuto e uma de antimónio, quando a corrente passa do antimónio para o bismuto há elevação de temperatura da junção; quando passa do bismuto para o antimónio há queda de temperatura na junção.

Demonstração experimental

Com duas barras de antimónio, Sb, e uma de bismuto, Bi, formam-se dois pares termoeléctricos: coloca-se a barra de bismuto no meio e uma de antimónio de cada lado.

efeito Peltier

As uniões e ficam situadas em dois globos de vidro iguais e que estão unidos por um tubo em U. Nesse tubo se coloca um líquido qualquer. Quando o ar tem igual temperatura nos dois globos, também tem a mesma pressão, e o líquido tem o mesmo nível nos dois ramos.

Depois se ligam as extremidades do antimônio aos polos de um gerador G de maneira que passe corrente no sentido indicado na figura. Observa-se então que o líquido desce no ramo esquerdo e sobe no direito. Isso porque aumentou a pressão do ar no globo esquerdo, o que indica que houve aumento de temperatura em ; e diminuiu a pressão do ar no globo direito, o que indica que baixou temperatura em . A figura 159 é uma fotografia do aparelho que acabamos de descrever.

Frigoríficos económicos abastecidos pela luz do sol


Um equipamento de refrigeração alimentado por painéis fotovoltaicos foi desenvolvido com recurso a semicondutores termoeléctricos. Estes combinam-se com o arrefecimento por compressão para criar um sistema híbrido com reduzidos custos de manutenção.

O conceito foi criado pela norte-americana Promethean Power Systems tendo em vista uma parte considerável do mercado indiano – As aldeias isoladas aonde não chega a rede eléctrica. Nestas povoações a refrigeração é feita por sistemas de compressão tradicionais que funcionam por meio de geradores diesel com um custo que ronda os 12 000 dólares. Para além deste valor, é ainda necessário acrescentar o preço do combustível.

Segundo um dos fundadores da empresa, Sorin Grama, estas novas unidades gastam 20% menos electricidade do que sistemas convencionais, devido à associação ao compressor de módulos termoeléctricos. Estes não têm partes amovíveis e baseiam-se no chamado efeito Peltier, que se manifesta na subida ou queda da temperatura de um circuito quando a corrente eléctrica atravessa dois condutores diferentes.

Nos períodos do dia em que os painéis não têm força para ligar o compressor, de manhã cedo ao final do dia, os módulos termoeléctricos geram arrefecimento até o compressor arrancar. A meio do dia, o excesso de energia eléctrica que o compressor não utiliza é encaminhado para os módulos para que estes gerem frio adicional.

Grama afirma ainda que o custo total do seu produto deverá ser ligeiramente inferior ao dos usados actualmente, não gerando quaisquer custos com combustível devido à origem solar da energia eléctrica. Para além disso, quase todos os seus componentes podem ser facilmente encontrados no mercado e substituídos, que torna económica a manutenção do equipamento.

A Promethean, fundada em 2007, possui já um protótipo de 60 litros e conta testar um frigirífico de 500 litros em 2009 na Índia

Visita de estudo - Linhares da Beira

Serpa quer painéis solares em todos os edifícios municipais

A Câmara de Serpa, concelho alentejano onde funciona uma central solar com 11 megawatts de potência, quer instalar painéis solares em todos os edifícios municipais para reduzir o consumo de energia eléctrica e os impactos ambientais.

O projecto, que será implementando por fases, «prevê, a longo prazo, equipar todos os edifícios da Câmara com painéis solares», com o objectivo de «reduzir o consumo de energia eléctrica» e «contribuir para um melhor ambiente», disse hoje à agência Lusa o vereador do município Tomé Pires.

Na primeira fase do projecto, que deverá arrancar «em breve», a Câmara vai instalar painéis solares «em todos os edifícios desportivos do concelho», por serem os que «têm uma maior taxa de utilização e, por isso, maiores consumos de energia», precisou o autarca.

A Câmara «está a estudar» as próximas fases do projecto, que deverá continuar com a instalação dos painéis nos edifícios «onde for mais rentável», previu Tomé Pires, que falava à Lusa a propósito da primeira feira Serpa Energias.

O certame, promovido pelo município para «debater as alterações climáticas» e «promover» as energias renováveis e a construção e o ambiente sustentáveis, começa sexta-feira e vai decorrer até domingo, no Pavilhão Multiusos de Serpa, com 50 expositores, um seminário e três conferências, workshops e actividades de animação.

Através dos expositores, os visitantes poderão conhecer materiais, sistemas e serviços de construção sustentável e soluções domésticas, empresariais ou industriais de energias renováveis e para diminuir o consumo energético.

Na sexta-feira, o programa de debates inclui o seminário «Energia e Alterações Climáticas», de manhã, e a conferência «Sustentabilidade e Eficiência Energética», à tarde.

«Energias Renováveis - Solar» é o tema da conferência de sábado, que começa com uma visita à Central Solar Fotovoltaica de Serpa, a quarta maior do mundo e a terceira maior em Portugal.

Com 11 megawatts de potência instalada, a central, situada perto da freguesia de Brinches, produz energia em pleno desde o final de Março de 2007.

A microgeração, um novo regime que permite aos consumidores produzir electricidade a partir das suas casas ou edifícios e através de micro sistemas tecnológicos de energias renováveis, como a solar térmica, solar fotovoltaica e eólica, será o tema a debater na conferência de domingo.

A pensar na «animação» dos visitantes, a feira inclui os ateliers «Energia Solar para os mais pequenos», que vai colocar crianças e pais a construir carrinhos e fornos solares, e «Da Natureza nascem as casas», para «alertar» os mais novos sobre o «valor ecológico» das práticas tradicionais de construção.

Testes de bicicletas eléctricas, actividades de educação ambiental, desportos radicais, como escalada, rapel e slide, e um passeio de BTT são outras das ofertas para entreter os visitantes.

Postos da Galp vão disponibilizar Pontos Electrão


A Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) e a Galp Energia assinaram um protocolo de parceria, para a instalação de 25 Pontos Electrão nos postos de abastecimento daquela gasolineira, onde os portugueses podem depositar os seus equipamentos em fim de vida.

Os primeiros Pontos Electrão na Galp, que poderão ser instalados em 300 locais potenciais, ficarão disponíveis nas áreas de serviço de Telheiras, Aeroporto/2ª circular, em Lisboa, Oeiras Parque e ainda no Freixo, no Porto. «Faz todo o sentido, porque, desta forma, as pessoas transportam os REEE comodamente no seu automóvel e depositam-nos no local correcto», explica o director-geral da Amb3E, Fernando Lamy da Fontoura.

«A parceria estabelecida surge do elevado potencial de concretização de objectivos comuns e determinantes para a prossecução da respectiva actividade, nomeadamente ao contribuir para o cumprimento de objectivos de responsabilidade social e ambiental», salientou o director de Retalho Portugal da Galp, Miguel Pereira.

O Ponto Electrão, já disponível em diversos pontos do País, nomeadamente em algumas superfícies comerciais, como o Almada Fórum, foi criado pela Amb3E para facilitar aos cidadãos o acesso a contentores adequados para a deposição dos seus equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida, garantindo, assim, o seu encaminhamento legal e ambientalmente correcto.

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Visita de estudo - Barragem Alto Lindoso - CEF Electricistas

O aproveitamento do Alto Lindoso, é actualmente o mais potente centro produtor hidroeléctrico instalado em Portugal. Localiza-se no rio Lima, a escassas centenas de metros da fronteira com Espanha.

Cerca de 17 Km a jusante encontra-se o Aproveitamento de Touvedo que, para além de produção de energia, completa tambem o do Alto Lindoso, modulando os elevados caudaias que este turbina (250 m³/s no conjunto dos dois grupos), Touvedo assume assim uma função reguladora, evitando variações bruscas no caudal do rio Lima.

Em média a produção é de 970 milhões de KWh, equivalentes ao consumo anual de 440 000 portugueses.

A caracteristica mais saliente do Aproveitamento do Alto Lindoso é a potência dos seus dois grupos geradores - 317 MW no veio da turbina de cada grupo - facto que os torna as mais potentes unidades de produção de energia eléctrica instaladas em Portugal.

Números mais significativos

Barragem do Alto Lindoso em fase de construção (Mar. 90)

  • 1 200 000 m³ de escavações;
  • 650 000 m³ de betões;
  • 3 000 t de aço em blindagens de poços e galerias;
  • 55 km de construção ou beneficiação de estradas principais, incluindo 11 novas pontes e viadutos;
  • 74 milhões de contos de investimento (a custos directos e preços de Setembro de 1990).

A construção das obras mobilizou cerca de duas dezenas de empreiteiros e fornecedores de equipamentos. Perto de 1 500 trabalhadores concentraram-se nos estaleiros, na fase mais intensa dos trabalhos.

O Aproveitamento do Alto Lindoso é constituido por:

Túnel de restituição (Nov. 89)

  • Barragem de betão, do tipo abóboda de dupla curvatura, com 110 m de altura máxima e desenvolvimento no coroamento de 297 m, equipada com duas descargas de fundo;

  • Dois descarregadores de cheias, em túnel, com extensão de 238 e 268 m, em planta, situados na margem direita do rio;

  • Central subterranea localizada, em planta, cerca de 70 m a sul do encontro esquerdo da barragem, com pavimento principal a 340 m de profundidade. É equipada com dois grupos geradores, cada um constituido por uma turbina tipo Francis de 317 MWe por um alternador de 350 MVA;

  • Circuito hidráulico extenso, no qual se insere a Central, constituido por:
    • duas galerias e poços em carga independentes, com os comprimentos de 455 e 502 m;
    • uma chaminé de equilíbrio, a jusante da Central;
    • uma restituição com cerca de 5 070 m de extensão, a qual devolve as águas ao Rio Lima cerca de 900 m a montante da antiga Central de Lindoso;
  • Edifício de comandoe Subestação de 18/400 kV, com 6 transformadores monofásicos (3 por grupo de gerador). Liga com a Central através de um poço circular, com diâmetro de 6,80 m e a altura de 350 m, no qual de instalam barramentos e cabos e ainda acessos verticais por escada e elevador.

    Um conjunto de galerias permite o acesso à Central e às Câmaras de válvulas esféricas e de borboleta, delas se destacando a galeria principal de acesso, com uma extensão de 1 780 m.

    A antiga Central de Lindoso, foi o primeiro grande centro produtor hidroélectrico instalado em Portugal (entrada em serviço em 1922), e ainda hoje continua em funcionamento.




Visita de estudo - Vila do Soajo - CEF Electricistas

Soajo já teve vários forais, tendo o último sido concedido em 1514. Mais tarde, viria a ser concelho, abrangendo as freguesias de Ermelo e Gavieira, mas foi extinto em 17/02/1852, em consequência das reformas liberais. Esta freguesia tem uma área de cerca de 3913 hectares e situa-se a cerca de 20 km da vila de Arcos de Valdevez. É delimitada a Norte pela freguesia da Gavieira, a Este pela Espanha, a Sul pelas freguesias de Lindoso e Britelo e a Poente pelas freguesias de Gondoriz, Cabana Maior, Vale e Ermelo.

A aldeia do Soajo está implantada numa das vertentes da Serra da Peneda, sobranceira ao Rio Lima. A sua história já vem de longe. Consta que terá sido fundada no século I, mas só no século XVI lhe foi atribuída carta de foral. Desde a fundação da nacionalidade portuguesa que o seu povo goza de privilégios. Quando outras localidades de Portugal invocavam a liderança espanhola, o Soajo reconhecia o rei de Portugal como legítimo e isso valeu-lhe vários direitos.

Os habitantes da região eram designados por monteiros, em virtude de a sua principal actividade ser a caça. Ursos, javalis, cabras-bravas, lobos e raposas eram as espécies capturadas.

Em 1852, o Soajo viria a perder o direito a sede de concelho. Porém, não perdeu a sua peculiaridade. Ainda hoje, as ruas são pavimentados com lajes de granito e as casas construídas com blocos de pedra. A vida em comunidade sempre foi muito importante nesta aldeia. Até há cerca de um século atrás, o Soajo tinha um juiz eleito pelo povo.

Enquadrada numa região de rara beleza, esta aldeia tem outras curiosidades nas suas imediações, como as Antas do Soajo, a Ponte Velha e o Miradouro do Côto Velho.

A aldeia do Soajo é famosa pela sua eira comunitária constituída por 24 espigueiros, todos em pedra e assentes num afloramento de granito. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.

Junto à capela existe um moinho em ruínas designado por moinho do convento. Coberto pela vegetação, ainda possui cobertura e alberga os equipamentos de moagem.

O Pelourinho é um monumento rude, de menor valor artístico e etnográfico, é um testemunho do tempo em que esta população serrana foi vila. Sobre três degraus assenta a coluna, em cuja parte superior, sem capitel, aflora uma carta rudemente lavrada. No alto da coluna, insolitamente, existe uma grossa laje de forma triangular. Segundo a tradição, o Pelourinho do Soajo, representa o pão a esfriar na ponta de uma lança. Consta que no reinado de D. Dinis, os monteiros se terão queixado dos abusos de fidalgos, pelo que o monarca terá dado ordem para que estes não se demorassem ali mais do que «o tempo de esfriar um pão na ponta de uma lança».

A Ponte da Ladeira tem como característica principal um único arco de aduelas estreitas, construído sobre as bases sólidas de dois paredões, que originam um tabuleiro em dupla rampa ou um pequeno cavalete com parapeitos baixos.

Próximo da capela existem muitas ramadas que se prolongam pela povoação dentro, marcando a paisagem. Todo o percurso é muito valorizado pela presença da vinha. Junto da capela, na beira da estrada, há algumas oliveiras. Há também um castanheiro; ao longo da estrada podem encontrar-se muitos mais.

Realiza-se uma feira todos os primeiros domingos do mês que é motivo de convívio para as gentes da terra.



Supernova - morte de uma estrela supermassiva


A 23 de Fevereiro de 1987 foi detectada a explosão de uma supernova (morte de uma estrela supermassiva) na Grande Nuvem de Magalhães (uma galáxia satélite da nossa, a 160 mil anos-luz) que recebeu o nome de SN 1987A. Devido à sua proximidade, esta é a supernova mais estudada desde sempre.

Nessa época já se contava com instrumentos avançados, que permitiram, por exemplo, medir o fluxo de neutrinos da explosão. Fenómeno que se havia previsto e que não se tinha comprovado experimentalmente até então. A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 9/10 da matéria da estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 massas solares, a pressão de degenerescência dos electrões não é suficiente para manter o núcleo estável e os electrões entram em colapso com o núcleo, chocando com os protões e dando origem a neutrões: o resultado seria uma estrela composta de neutrões.

Mas, pelo que afirmam cientistas de Hong Kong, durante o colapso, os neutrões dividiram-se nos seus constituintes elementares, isto é, quarks, e estes formaram um objecto raro ainda mais pequeno e ultradenso do que uma estrela de neutrões: uma estrela de quarks.

Montagem da primeira eólica submarina no mundo na Irlanda do Norte


Um gerador que utiliza a energia das correntes marítimas, o primeiro no mundo a produzir comercialmente electricidade, começou hoje a ser instalado ao largo da Irlanda do Norte e deverá alimentar um milhar de casas já este verão. "Depois de vários atrasos, a instalação de SeaGen começou hoje e deverá levar 14 dias", indicou um porta-voz da empresa Marine Current Turbines (MCT), que concebeu a infra-estrutura.

SeaGen parece-se com uma eólica submarina que produz a energia verde graças às correntes marítimas geradas pelas marés. "Com SeaGen, nós não retemos água", explicou o porta-voz, precisando que infra-estruturas semelhantes no mundo estão ainda em fase de protótipo experimental, a uma escala menor, e que não estão ligadas à rede nacional de distribuição de electricidade.

Ovelhas + Leds = Cúmulo da Paciência



Um vídeo que mostra ovelhas cobertas com capas feitas de LEDs, está sendo bastante comentado essa semana nos blogs. O vídeo mostra centenas de ovelhas fazendo evoluções no escuro - simulam fogos de artificio estourando e um jogo de pong.

Energia eólica poderá abastecer 60% dos lares em 2020

Quantidade corresponderia a uma capacidade instalada de energia de 230 gigawattsEm 2020, a energia eólica gerada na Europa poderá abastecer o equivalente a 60 por cento dos lares europeus, sustenta esta terça-feira a Associação Europeia da Energia Eólica (EWEA).

Essa quantidade corresponderia a uma capacidade instalada de energia de procedência eólica de 230 gigawatts, que é a meta apontada pela EWEA, segundo anunciaram os seus responsáveis numa conferência que hoje começou em Marselha, escreve a Lusa.

Arthouros Zervos, presidente desta Associação, defendeu as perspectivas em torno do aproveitamento desta energia renovável, apoiadas pelos objectivos assinalados na directiva comunitária de Energias Renováveis, na sequência do acordo alcançado em 2008.

Os 230 gigawatts são um aumento em relação aos 180 que a própria associação tinha apostado como objectivo anteriormente, explicou Zervos, precisando, no entanto, que só se alcançará essa meta se todos os Estados comunitários cumprirem com os prazos previstos.

A energia gerada por esses 230 gigawatts seria suficiente para abastecer o equivalente a 135 milhões de lares de tipo médio na UE e assim se forneceria entre 14 a 18% da procura eléctrica em 2020, acrescentou Zervos.

O comissário europeu da Energia, Andris Pielbags, afirmou na mesma conferência que «a energia eólica pode substituir em grande medida os combustíveis contaminantes e finitos de que actualmente dependemos», segundo um comunicado dos organizadores da reunião.

De acordo com dados da Comissão Europeia, 3,5% das reservas certificadas de carvão estão na UE mas os países da União Europeia só têm 2% das de gás, menos de 2% das de urânio e abaixo de 1% das de petróleo de todo o mundo.

Classificações finais

Uma foto para recordar...



Da esquerda para a direita: Ricardo, Prof. Hélder, Nelson, Jorge, José, Prof. João.
Guimarães 2009

Ainda o RoboParty Fotos das equipas

Segunda maior central solar em Portugal começa a produzir amanhã


A segunda maior central solar fotovoltaica em Portugal começa a produzir parcialmente amanhã em Ferreira do Alentejo (Beja), devendo começar a funcionar em pleno até final deste ano, após um investimento de quase 50 milhões de euros.

A central, com uma capacidade total instalada de 12 megawatts (MW), é hoje ligada à rede eléctrica nacional e começa a produzir amanhã de forma parcial e com os primeiros sete MW já instalados, adiantou hoje Hélder Serranho, administrador do grupo português Generg, promotor do projecto.

Segue-se a instalação dos restantes cinco MW "até final deste ano", altura em que a central deverá começar a funcionar em pleno, para produzir 21,3 gigawatts/hora de energia "limpa" por ano, "ligeiramente mais do que o consumo anual de electricidade do concelho de Ferreira do Alentejo".

Em termos de "benefícios ambientais", a central, o primeiro projecto fotovoltaico do grupo Generg e que está a ser instalada num terreno de quase 60 hectares na Herdade da Chaminé, vai evitar anualmente a importação de sete mil toneladas de fuel (cerca de 48 mil barris de petróleo não refinado) e permitir poupar 12 mil toneladas de emissões de CO2, salientou Hélder Serranho. Quanto a impactos socioeconómicos, frisou, o projecto da central, orçado em quase 50 milhões de euros, "um dos maiores investimentos em energias renováveis no Alentejo", vai criar "seis empregos, três dos quais permanentes", além dos postos de trabalho temporários nas fases de instalação.

Hélder Serranho salientou também os benefícios sociais do projecto, frisando que o grupo Generg celebrou um contrato de direito de superfície com a Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo (SCMFA), a administradora da Herdade da Chaminé. Através do contrato, explicou, o grupo, durante os 25 anos que a central irá funcionar ocupando cerca de 60 hectares da herdade, irá pagar uma renda anual à SCMFA que permitirá "melhorar o apoio social à população do concelho, sobretudo aos mais carenciados".

Quando estiver totalmente instalada e a funcionar em pleno, a central solar do grupo Generg, a segunda de três no concelho de Ferreira do Alentejo, será a segunda maior em Portugal, depois da maior do mundo com 46,41 MW e a produzir em pleno desde Dezembro de 2008 perto da vila de Amareleja, no concelho de Moura.

Além da central do grupo Generg, em Ferreira do Alentejo já funciona em pleno, desde Dezembro de 2008, uma da empresa Net Plan, com 1,8 MW distribuídos por cinco pequenas centrais, e está em instalação uma outra da Sociedade Ventos da Serra, com 10 MW e que deverá começar a produzir parcialmente em Junho. No distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, além das três centrais de Ferreira do Alentejo e da maior do mundo na Amareleja, existem outras quatro centrais, duas em Mértola, uma em Brinches (Serpa) e outra em Almodôvar

Espaço: Sonda norte-americana Kepler colocada em órbita

Se o lançamento de hoje correr como planeado, e o novo Telescópio Espacial Kepler da NASA entrar em órbita heliocêntrica, a missão pode muito bem mudar o modo como olhamos para o Universo. O Kepler está desenhado para observar milhares de estrelas na nossa Via Láctea e para procurar sinais de planetas tipo-Terra, orbitando numa região adequada à vida.

"O Kepler irá empurrar os limites do desconhecido na nossa Via Láctea, e as suas descobertas podem fundamentalmente alterar a visão da Humanidade acerca de si própria," disse Jon Morse, director da Divisão de Astrofísica da NASA na sede da agência em Washington, D.C.

A sonda tem lançamento previsto para hoje a partir da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, a bordo um foguetão Delta 2. A NASA atrasou a missão por um dia para testes extra no foguetão, após a perda de outra sonda aquando do seu lançamento a semana passada.

A missão Kepler, de 600 milhões de dólares, tem o nome de Johannes Kepler, cientista alemão do século XVII, pioneiro nos campos das ópticas e do movimento planetário. "Agora, 400 anos depois, estamos a usar as suas descobertas para responder à questão profunda e fundamental do nosso lugar no Universo: existem por aí outros planetas tipo-Terra?" afirma Morse.

O Kepler irá usar uma combinação sem precedentes de detectores de luz (totalizando cerca de 95 milhões de pixeis) para capturar as subtis oscilações na luz que caracteriza a passagem de um planeta extra-solar em frente da sua estrela-mãe. Em comparação, uma câmara digital comum poderá ter 10 megapixeis, mas os detectores do Kepler formam uma rede com 95 megapixeis, afirmam os cientistas da missão.

Ao longo das últimas duas décadas, os cientistas avistaram mais de 300 planetas extra-solares em órbita de outras estrelas na nossa Galáxia. A maioria destes planetas tem aproximadamente o tamanho de Júpiter ou é ainda maior, o que torna improvável a presença de vida. Mas estes não são os alvos do Kepler.

"Estamos interessados em planetas como a Terra, planetas rochosos numa órbita onde a vida possa ser possível," disse o investigador principal para o Kepler, William Borucki do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA.

O Kepler irá apontar o seu telescópio com 0,95 metros e uma rede de 42 dispositivos (microchips sensíveis à luz, os chamados CCDs, também comuns nas máquinas digitais) a um grupo alvo pré-seleccionado de 100.000 estrelas. Irá então procurar flutuações na luz de cada estrela que resulta de um trânsito planetário - a passagem em frente da sua estrela-mãe, visto da perspectiva da Terra. Estas flutuações podem dizer aos cientistas quão grande é o planeta, bem como quão distante é a sua órbita em torno da sua estrela-mãe.

"Quando um planeta passa em frente de uma estrela, bloqueia parte da sua luz," explica Borucki. "Quanto maior o planeta, mais luz bloqueia, por isso conseguimos obter o tamanho do planeta a partir da diminuição do brilho." Ao observar trânsitos múltiplos, a equipa do Kepler pode determinar o período orbital do planeta, ou quanto tempo o planeta demora a orbitar a sua estrela. Cada planeta terá que ser observado pelo menos durante três trânsitos, afirma Borucki, para determinar o período e para ter a certeza que a diminuição de brilho não é devida a outros fenómenos astronómicos, como uma mancha estelar. "Não queremos fazer falsas descobertas; queremos ter muita, muita certeza que quando dizemos que é um planeta tipo-Terra, o é realmente," afirma Borucki.

Se o planeta potencial tiver um curto período orbital (de poucos dias ou semanas), isto significa que orbita muito perto da estrela. Um longo período (de vários anos) significa que fica perto do limite do puxo gravitacional da estrela. No geral, tais órbitas extremas tornariam o planeta demasiado quente ou demasiado frio, respectivamente, para a vida aí nascer.

Borucki e o resto da equipa do Kepler estão interessados em descobrir planetas com uma órbita entre estes dois extremos, uma que "não é muito quente, nem muito fria, simplesmente adequada," afirma. Tais órbitas, que caem no que é chamado de "zona habitável" do Sol, significariam que a temperatura do planeta era amena o suficiente para existir água líquida à sua superfície.

Claro, esta zona amena não estará na mesma posição para cada estrela, que pode ter grandes variações consoante a quantidade de luz que a estrela liberta. O Kepler irá estudar três tipos principais de estrelas: estrelas tipo-A, estrelas tipo-G (o grupo a que pertence o nosso Sol), e anãs-M.

As estrelas tipo-A são as mais quentes das três, que empurram a sua zona habitável para mais longe. São "muito luminosas, libertam imensas quantidades de energia, e a sua zona habitável é na realidade muito mais longe da estrela do que a do nosso Sol," disse a astrónoma Debra Fischer da Universidade Estatal de São Francisco, EUA, que não está directamente envolvida na missão Kepler.

A zona habitável das estrelas tipo-G situa-se aproximadamente na órbita da Terra, por isso quaisquer candidatos a exoplanetas teriam que ter um período orbital de cerca de um ano.

As anãs-M, entretanto, situam-se no outro extremo. "Estas estrelas de luminosidade muito baixa não libertam tanta energia," explica Fischer. "Para nos encontramos na zona habitável de uma destas estrelas de baixa-massa, teríamos que nos mover para mais perto da estrela." Por isso os planetas na zona habitável de uma anã-M terão períodos orbitais muito mais rápidos do que aquelas nas zonas habitáveis das estrelas tipo-G ou A.

"Sendo assim, o que o Kepler irá fazer é observar cuidadosamente, pois à medida que um planeta passa em frente de uma estrela, esta como que 'pisca', no sentido de diminuir a sua luz, e com as anãs-M, a frequência destes eventos planetários na zona habitável será muito maior," explica Fischer.

O Kepler não enviará de volta notícias de um gémeo da Terra rapidamente. Uma vez que se encontra na sua órbita e esteja devidamente calibrado, provavelmente enviará primeiro detecções de planetas maiores. Os primeiros planetas a "sair da linha de montagem do Kepler" serão provavelmente os chamados "Jupiteres Quentes", diz Fischer. Os planetas são interessantes para os astrónomos porque são do tamanho de Júpiter mas situam-se numa órbita comparável à de Mercúrio. "O gigantesco número destes objectos que o Kepler vai encontrar, ajudar-nos-á a aprender muito sobre estes sistemas," diz Fischer.

Os próximos a sair do forno serão os similarmente denominados 'Neptunos Quentes', e depois, finalmente, "a detecção mais difícil, e de longe a mais excitante, será a detecção de planetas tipo-Terra," afirma.

Embora o Kepler não seja capaz de transmitir aos astrónomos como é que estes planetas são, Fischer pensa que haverá grande variedade nas outras potenciais Terras por aí, por exemplo, 'mundos aquáticos' cobertos totalmente por oceanos. Penso que os escritores de ficção científica vão encontrar um desafio ao imaginar a diversidade do que poderemos esperar descobrir mesmo nestes tipos de planetas," disse.

Ninguém sabe qual será o número exacto de planetas tipo-Terra que o Kepler irá descobrir, "porque não sabemos o que se encontra por aí". "O Kepler está desenhado para encontrar centenas de planetas tipo-Terra, se tais planetas forem comuns em torno de outras estrelas; dúzias destes planetas se estiverem na zona habitável," afirma Borucki. "Se os descobrirmos, certamente significará que a vida pode muito bem ser comum por toda a Galáxia, porque é uma oportunidade para a vida ter um lar para evoluir."

"Se, por outro lado, não descobrirmos nenhum, esta será outra profunda descoberta. Isto significará que as Terras devem ser muito raras, e que poderemos ser a única vida no nosso Universo," disse Borucki. "Isto significa que não vai haver 'Caminho das Estrelas.'"

Borucki salientou que, independentemente do que o Kepler descubra, não serão pequenos homenzinhos verdes. "Embora o Kepler não vá descobrir o E.T., irá ajudar-nos a descobrir o seu lar," concluíu.

Renault vai testar já este ano o seu carro eléctrico

O construtor automóvel francês Renault vai «testar já este ano» o seu carro eléctrico, anunciou o presidente, Carlos Ghosn, considerando «estarem a partir de agora reunidas as condições para que o carro eléctrico seja um êxito».

Fotos de carros eléctricos

«A nossa viatura já existe. Vamos testá-la já este ano», declara Ghosn numa entrevista ao semanário «Le Point», citado pela agência Lusa. «A autonomia é de 160 quilómetros com o ar condicionado regulado ao máximo e a rádio», acrescenta.

Opel Europa quer manter unidades (fotos)
Os modelos mais vendidos (fotos)

A Renault já anunciou que vai lançar os seus primeiros carros eléctricos em 2011 e em larga escala em 2012.

O presidente da Renault e Nissan sublinha que «é ao nível político» que vai jogar-se o mercado do carro eléctrico, destacando que os presidentes das Câmaras das cidades e, nos Estados Unidos, os governadores, «vão mudar os regulamentos» e «vão impor o carro eléctrico».

Bateria mais barata que depósito

Ghosn lembra que o seu objectivo é que o carro eléctrico «excepto a bateria não seja mais caro que uma viatura diesel» e que depois o automobilista «vá alugar» a bateria «ou pagar uma assinatura como com um telefone portátil».

«O aluguer da bateria e o seu carregamento devem custar mais barato que encher o depósito de gasolina», prossegue.

Ghosn afirma que «o carro eléctrico, é uma bomba, é mesmo melhor que um turbo».

Apoio ao sector ajuda a testar tecnologias

Carlos Ghosn observa aliás que as medidas de apoio ao automóvel nos Estados Unidos «não beneficiam só os construtores norte-americanos, antes visam ajudar todos os construtores» que aí estão instalados a prepararem-se para as tecnologias do futuro.

Em Julho de 2008, o Governo português e a aliança Renault-Nissan assinaram no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, um protocolo para a comercialização em Portugal de modelos de veículos eléctricos.

Após a assinatura deste protocolo, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que o Governo vai estudar um modelo fiscal para permitir que os futuros carros eléctricos, sem emissões poluentes, possam pagar menos de 30 por cento do actual imposto automóvel.

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YDreams apresenta projecto de interactividade em Las Vegas


A empresa portuguesa de tecnologia YDreams apresenta terça-feira a nova geração de ferramentas interactivas na Digital Signape Expo, a maior feira internacional de interactividade e sinalética digital, em Las Vegas, EUA.

A exposição é uma das mais reconhecidas na área da tecnologia, pelas suas aplicações na indústria, hotelaria, espaços públicos, transportes e hotelaria.

A empresa portuguesa vai ser representada no Centro de Convenções de Las Vegas por António Câmara, presidente executivo da empresa, e pela directora de operações, Marta Vieira.

Para António Câmara, citado em comunicado, esta exposição internacional é uma oportunidade de "reunir com os outros pioneiros na área da inovação em interactividade, trocar impressões sobre as direcções da indústria e demonstrar o trabalho de vanguarda que se faz a partir de Portugal."

O presidente executivo da YDreams vai apresentar uma das tecnologias da empresa portuguesa que permitem a "interacção de objectos virtuais numa imagem real" e para a qual a YDreams já pediu patente internacional.

Para António Câmara, "esta patente posiciona a YDreams como uma referência na área da interactividade e vai permitir influenciar de forma decisiva o futuro da relação das pessoas com o mundo digital, através de experiências de interacção imersivas, que lembram filmes como o Roger Rabbit e que ocorrem em tempo real".

António Câmara vai abrir a conferência "Revolutionizing Interactive Marketing in Public Spaces - the Mobile and Gestural Digital Signage Imperative", num ciclo de conferências que conta com a presença de várias empresas internacionais na área da tecnologia como a Avenue A, Razorfish e Gesturetek.

A YDreams é uma empresa especializada em interactividade, que combina a tecnologia com o design, tendo desenvolvido projectos para a Adidas, Nokia e Coca-Cola.


http://www.ydreams.com/blog/tag/ydreams/

Obstáculos no RoboParty


Vejam como se trabalha no RoboParty


Nova central fotovoltaica arranca em Junho


Em Outubro, quando estiver a funcionar em pleno, vai poder poupar 32 mil toneladas de emissões de gases com efeito estufa.
A terceira central solar fotovoltaica no concelho de Ferreira do Alentejo (Beja) deverá começar a funcionar parcialmente em Junho, num investimento de quase 45 milhões de euros.

Numa primeira fase, a central vai começar a produzir e a injectar energia na rede de forma parcial em Junho, quando estiverem instalados os primeiros 2,5 MW, disse hoje à agência Lusa Francisco Pintor, administrador da Tecneira, a empresa que está a desenvolver o projecto.

As obras de construção civil começaram em Janeiro e a instalação dos 45.500 painéis solares vai arrancar em Abril, disse o responsável.

A central deverá ficar concluída e começar a funcionar em pleno em Outubro, para produzir anualmente 19 gigawatts/hora (GWh) de energia, o suficiente para abastecer 7.300 habitações e poupar cerca de 32 mil toneladas de emissões de gases com efeito estufa (CO2) por ano, indicou Francisco Pintor.

Nasa espera poder lançar o vaivém Discovery


Após quatro adiamentos desde 12 de Fevereiro, a Nasa espera poder lançar o vaivém Discovery para a Estação Espacial Internacional (ISS) a 12 de Março, indicou quarta-feira à noite a agência.

Uma data precisa para o lançamento será escolhida pelos responsáveis do programa em função do avanço dos trabalhos, dos testes e análises em curso nas três válvulas que controlam a onda de hidrogénio gasosa entre os três motores criogénicos do vaivém e o tanque externo, precisou o comunicado da Nasa.

Durante o último lançamento do vaivém Endeavour, em Novembro, uma das três válvulas sofreu uma fissura sem colocar em perigo a tripulação.

Mas a Nasa quer estar segura de que o incidente não tenha consequências potencialmente catastróficas se por acaso voltar a acontecer.

A Agência quer ter confiança de que estas válvulas vão funcionar perfeitamente durante os oito minutos e metade da ascensão do vaivém para atingir a órbita terrestre.

Os engenheiros no Centro espacial Kennedy, perto do Cabo Canaveral, começaram a retirar as três válvulas da Discovery para as substituir por válvulas utilizadas menos frequentemente.

Os responsáveis da missão vão reunir-se novamente a 04 de Março para passar em revista os novos dados e avaliar os trabalhos em curso, precisa o comunicado.

Nessa altura vão decidir se vão realizar ou não uma reunião a 06 de Março para determinar se o vaivém está pronto para ser lançado.

Se razões técnicas ou o mau tempo impedirem um lançamento a 12 ou 13 de Março, a Nasa pode ainda decidir lançar o vaivém a 14 ou 15 de Março, mas reduzindo a duração da missão para não impedir a chegada à ISS de um Soyouz da agência espacial russa, revelou um porta-voz da agência.

Depois destas datas, a Nasa deverá esperar até 07 de Abril para lançar Discovery, altura em que o Soyouz já terá deixado a ISS.

Se o lançamento da Discovery for adiado para Abril, a Nasa deve então atrasar um mês o voo do próximo vaivém previsto para Maio para a última missão de reparação do telescópio espacial Hubble.

A Discovery e a sua tripulação de sete astronautas, um dos quais japonês, deve durante esta missão de 14 dias entregar o quarto e último par de antenas solares da ISS.

Estas duplas antenas são necessárias para que a ISS produza suficiente electricidade, indispensável para efectuar todas as experiências científicas dos laboratórios europeus e japoneses entregues em 2008, assim como para responder às necessidades de uma tripulação permanente que deve passar de três para seis pessoas em Maio.


Será o primeiro lançamento de um vaivém espacial em 2009.

No total nove voos de vaivém estão ainda previstos para terminar a construção da ISS, um projecto de cem mil milhões de dólares, no qual participam 16 países, e efectuar a última missão de manutenção do Hubble.

Os três vaivéns da frota deverão ser desactivados a 30 de Setembro de 2010

Robo Party 2009 - Vieira do Minho


Experiência

Experiência
Amigo Nuno ©