

Se uma clínica pediátrica dedicada aos computadores Magalhães e uma ligação via satélite à estação espacial russa não são argumentos de peso, então a organização da ComCiência - evento inédito em Portugal no âmbito do ensino pré-universitário - propõe também uma Net Rave de 24 horas non-stop, com jogos como o Football Manager 2009 ou o Counter Strike, ou ainda um concerto de música com o grupo Hands on Approach.
A Fundação Ilídio Pinho juntou-se à Direcção-Regional de Educação do Norte (DREN), com o apoio de empresas como o BES, PT ou JP Sá Couto, para dinamizar um evento que pretende fazer despertar os jovens para a ciência aplicada.
A Fundação vai gastar 162 mil euros na iniciativa (montante que inclui apoios prévios à aplicação prática dos projectos pré-seleccionados). Pela primeira vez, os candidatos vão do pré-escolar ao 12.º ano. Neste edição, os prémios são atribuídos a projectos no âmbito da Matemática aliada às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Os grupos galardoados com o primeiro prémio do Secundário e do Básico terão direito a 25 mil euros cada, sendo o restante distribuído por menções honrosas. A entrega dos prémios terá lugar no dia 30.
"Estamos a falar das disciplinas mais exigentes - Matemática e TIC. Eu fiz parte do júri e fiquei espantado com o talento que vi. Há uma nova geração a nascer em Portugal e com uma capacidade invulgar", disse Couto dos Santos, representante da Fundação Ilídio Pinho, em conversa com os jornalistas. "É interessante ver como uma criança do 6.º ano liga a Matemática com os quadros interactivos", acrescenta Margarida Moreira, directora da DREN.
Debater a ciência cumprirá ao professor e investigador Alexandre Quintanilha, no dia 30, sendo que os temas mais actuais como a segurança na Internet não deixarão de marcar presença na feira. A astronomia também integra o programa da ComCiência.
Os robôs que cumprem ordens e tarefas são hoje algo normal. Mas desenvolver máquinas que podem interagir com os seres humanos, que lhes fazem companhia depois de servirem o chá, está na mente de todos. Investigadores da Universidade do Minho estão envolvidos nessa caminhada. E já têm um sistema que antecipa algumas ordens de um parceiro humano.
Um robô de companhia, que converse e se ria duma boa anedota, ou que se apaixone, como o enternecedor Wall-e, ainda só existe nos filmes. Mas já há quem esteja a trabalhar para esse futuro e vá dando passos nessa direcção. Um desses grupos é europeu e tem a participação de investigadores da Universidade do Minho.
A equipa, que na Universidade do Minho (Pólo de Guimarães) é liderada por Wolfram Erlhagen, conseguiu desenvolver um sistema robótico que tem a capacidade de observar o comportamento do "outro" (o ser humano, neste caso) e de comparar o que "vê" com a tarefa que foi programado para desempenhar. Resultado: em determinadas circunstâncias, o robô consegue antecipar-se e realizar a sua tarefa sem ser necessário dar-lhe uma ordem. O robô não consegue antecipar o desejo do parceiro humano. Mas até parece.
"Nas nossas experiências, o robô não observa para aprender a tarefa", explica, citado pelo serviço europeu Cordis, o investigador Wolfram Erlhagen, que trabalha em robótica cognitiva e neurobiologia computacional na Universidade do Minho, e é um dos parceiros do consórcio europeu. "Estes robôs JAST [designação do programa europeu] já sabem desenvolver a sua tarefa, mas observam comportamentos, comparam-nos com a tarefa que conhecem e aprendem rapidamente a antecipá-las [na interacção com um parceiro humano] ou a detectar erros, quando esse parceiro não segue o desempenho correcto na realização da tarefa", sublinha o investigador.
O robô foi testado em várias situações deste tipo e respondeu tal como os investigadores esperavam.
Numa das situações, era ele o "professor", que guiava e prestava colaboração a parceiros humanos na construção de um brinquedo complexo. Noutra, robô e humanos estavam em pé de igualdade.
"A nossa ideia era testar se máquina e humanos conseguiam coordenar o seu trabalho", adiantou o investigador da Universidade do Minho. O robô saberia o que fazer a seguir, sem que lhe dessem ordem nesse sentido?. Para satisfação dos investigadores, a resposta revelou-se afirmativa.
Ao observar, por exemplo, como o parceiro humano agarrava numa peça do brinquedo, por exemplo, o robô conseguia antecipar o que o seu companheiro de tarefa ia precisar em seguida. "O robô não necessita de ver concluída uma acção para seleccionar a que vai seguir-se a essa", explica ainda o mesmo investigador.
O robô está programado também para lidar com erros e para perguntar, por exemplo, qual é a peça ou o instrumento que deve dar ao parceiro humano com o qual está a trabalhar se isso não for claro só através da observação.
Mas como chegou a equipa até este ponto?
Primeiro foi preciso observar muito atentamente a colaboração entre seres humanos, perceber como esse processo se reflecte a nível cognitivo, graças às células espelho, e depois reproduzir um sistema idêntico (ver caixa).
"O nosso robô tem uma arquitectura neuronal que imita o processo de ressonância que observámos nos estudos com humanos, neste tipo de comportamentos", conclui o investigador da Universidade do Minho.
É oficial: a tabela periódica vai ganhar um novo elemento. Ele já estava previsto, mas uma equipa do instituto Helmoltz GSI, de Darmstadt, na Alemanha, conseguiu produzi-lo em laboratório. A equipa tem agora o privilégio de escolher o nome, o que deverá ser feito nas próximas semanas. Dentro de seis meses, a tabela será assim actualizada.
A tabela periódica, a representação visual dos elementos químicos em função das suas propriedades atómicas, que se tornou um ícone da cultura científica do século XX e é referência obrigatória de qualquer aluno do secundário, vai ter um novo elemento. É oficial. Ainda não tem nome, mas o seu número atómico é 112, o que faz dele o elemento mais pesado até agora de toda a tabela. É também o primeiro novo elemento a entrar na tabela desde 2004.
Produzido pela primeira vez em 1996 por uma equipa internacional liderada pelo centro Helmoltz GSI para a investigação de iões pesados, em Darmsadt, o elemento 112 foi agora oficialmente reconhecido pela Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), a organização internacional que tem autoridade para o fazer.
A IUPAC deu à equipa liderada pelo investigador Sigurd Hofmann a possibilidade de escolha do nome, e os cientistas esperam ter um nome escolhido dentro de algumas semanas. Depois caberá à IUPAC aceitar, ou não, a sugestão.
O último elemento que ocorre na natureza a ser descoberto, em 1925, foi o rénio. Desde então, os novos elementos que entraram para a tabela periódica foram produzidos pelos cientistas, através da fusão de átomos de diferentes substâncias.
A equipa alemã de Darmsadt tem dado aliás um importante contributo nesse sentido. O 112 já é o sexto elemento que ela coloca na tabela periódica. Mesmo o último que passou a constar oficialmente da tabela, em 2004, foi produção sua. Trata-se do roentgénio, que a equipa de Sigurd Hofmann resolveu denominar assim em homenagem ao físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923).
E se o roentgénio tem um peso atómico de 111 - o que significa que o núcleo do seu átomo tem 111 protões - , e era até agora o elemento mais pesado a constar oficialmente na tabela periódica, o 112 é o senhor que se segue. Na verdade, o seu lugar já lá estava previsto, ao lado do 111, e designado sem qualquer cerimónia por Unnunbium. Ou seja, 1-1-2 em latim.
Para produzir este átomo com 112 protões, a equipa de Sigurd Hofmann, que conta com a participação de 21 investigadores alemães, finlandeses, russos e eslovacos, acelerou iões de zinco em direcção a um alvo de chumbo. Os núcleos de zinco e de chumbo fundiram-se uns nos outros e formaram núcleos atómicos do novo elemento.
A equipa já tinha produzido estes átomos em 1996, nas instalações do GSI, em Darmsadt. Em 2000, a mesma equipa repetiu os resultados, conseguindo de novo produzir um átomo do elemento 112 e, entretanto, outras equipas, uma delas na Japão, reproduziu o mesmo efeito. A IUPAC avançou então para a aceitação do novo elemento. Dentro de seis meses ele estará oficializado na tabela. A incógnita é agora o nome.-



Somos professores? Muito mais!
Somos educadores? Mais ainda!
Somos vendedores de sonhos!
Vendemos sonhos para o abatido se animar,
Para o tímido ousar, para o ansioso se tranquilizar,
Para o poeta se inspirar e para o pensador criticar e criar.
Sem sonhos, somos servos! Sem sonhos, obedecemos a ordens!
Que vocês, alunos, sejam grandes sonhadores!
E se sonharem, não tenham medo de caminhar!
E se caminharem, não tenham medo de tropeçar!
E se tropeçarem, não tenham medo de chorar.
Levantem-se, pois não há caminhos sem acidentes.
Dêem sempre uma nova chançe para si mesmos.
Pois a liberdade só é real se, após falharmos,
Os professores são tão ou mais importantes que os psiquiatras, os juízes e os generais.
Os professores lavram os solos da inteligência dos jovens para que eles aprendam a ser pensadores, para que eles não adoeçam e sejam tratados pelos psiquiatras, para que eles não cometam crimes e sejam julgados pelos juízes, para que eles não façam guerras e sejam comandados por generais.
Obrigado por transformarem a Escola dos Pesadelos na escola dos sonhos.
Obrigado por nos fazer descobrir que os frágeis usam a força, os fortes, a inteligência, e principalmente obrigado por nos ensinar a nos apaixonar pela vida e pela humanidade e enxergar que acima de ser negros, brancos, ricos, miseráveis, celebridades, anónimos, religiosos e ateus somos seres humanos que devem valorizar a própria essência e respeitar as diferenças.
Vocês mudaram nossas mentes, nós transformaremos o mundo...
Preço: 210000 € | Data: 04-01-2009 |