
As lâmpadas de filamento com elevado consumo energético deixarão de ser vendidas na União Europeia a partir do início de 2010, de acordo com uma deliberação dos ministros da Energia da UE.
Os ministros decidiram que "a venda de todos os produtos de iluminação doméstica com menor rendimento sejam proibidos a partir de 2010, quando existirem fórmulas de substituição", segundo a acta de resoluções. Esta subtileza visará evitar riscos de falta de oferta ou qualquer perda de funcionalidade que prejudique os consumidores.
Os ministros estabeleceram que a Comissão Europeia (CE) apresente, ainda em 2008, um projecto de regulamento que defina um processo faseado de proibição de todas as lâmpadas incandescentes e de baixo rendimento.
Esta mudança em grande escala afectará os 500 milhões de cidadãos pertencentes aos 27 países. Faz parte de uma ambiciosa política de combate às mudanças climáticas que iniciada por Bruxelas em 2007. A estratégia de substituição vai começar por ser aplicada às lâmpadas de potência igual ou superior a 75W a partir de 1 de Março de 2009.
As lâmpadas incandescentes deverão ser substituídas por versões economizadoras de tipo fluorescente. Estas têm um nível de eficiência muito maior já que convertem 22% da energia consumida em luz visível contra apenas 10% das lâmpadas de tungsténio. Também duram mais, com um tempo de vida útil entre 10 a 20 vezes superior ao das lâmpadas incandescentes. O seu maior custo, alteração do design tradicional e demora a atingir o seu máximo de irradiação luminosa serão os motivos para a manutenção da preferência dos consumidores por lâmpadas incandescentes.
Indirectamente, pelo facto das lâmpadas economizadoras consumirem menos energia contribui para reduzir a emissão de CO2 pelas centrais termoeléctricas.
A decisão foi tomada a alguns dias do levantamento das tarifas aduaneiras sobre lâmpadas fluorescentes vindas da China que é encarada como a melhor via para promover a descida do seu preço junto do consumidor.





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